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Se tu apagas uma luz em teu coração, o mesmo seria apagares a luz de um farol em meio ao oceano. Já ouviste falar de um navio desgovernado? Deves lembrar-te das tempestades que assolaram o teu povo tempos atrás. Tu te abrigavas na casa que te pertencia e que era dona de tantas lembranças, e que já assistira o nascer e o despertar de ternuras, de sonhos, e do amor que te envolvia em forma de bençãos e carinhos tantos, na forma de mãos que te aqueciam e te embalavam, mostrando-te os caminhos que devias seguir. Tu te abrigavas nessa casa de provisão e recursos da alma. E a esperança te sorria. Não havia em teus pés o gelo das águas da enxurrada. Não percorria em teu corpo o frio do pavor de ver as tuas coisas todas se perderem. Não chovia em tua casa. Ela era segura como uma muralha. Mas chovia dentro e fora da alma do teu irmão. Deslizavam diante dele todos os sonhos, todas as conquistas de anos de trabalho e de suor, todo o ritual que fizera parte de tantos dias simples... Deslizavam e ...
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O tempo é esse eterno mestre, esse ancião que nos pega pelas mãos e nos ajuda a atravessar abismos, que nos afaga depois da longa caminhada, que nos embala quando, cansados, nos entregamos ao sono restaurador. O tempo é esse amigo que nos enlaça, que enxuga nossas lágrimas de saudade, que diz baixinho: "calma, tudo passa". Que saibamos saudar O TEMPO com nosso sorriso mais sincero. Que saibamos entregar a ele nossa caixinha de desejos, de esperança, de sonhos possíveis e aqueles não tão possíveis mas tão, tão acalentados. E que ele nos revele seus olhos de carinho em todos os dias que nos for permitido passar nessa Terra. FELIZ NOVO TEMPO! Janete - dezembro de 2020
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Te espanta essa febre que se apodera do teu coração? Ela é apenas o sinal, evidente e divino, de que começas a te libertar de todo o teu passado, de todos os antigos costumes, de toda a tua melancolia e do pretensioso ofício de te ocupar de ti próprio. Ela é a janela que se abre lentamente e te vai revelando tantas paisagens que antes teus olhos não viam... Não te assustes com os sobressaltos, com os desvarios, não te incomodes com a tua dor. Se o teu coração sofre, se ele é febril, se ele sente com pesar os anos que se foram, o tempo cultivável que dispersaste, é sinal que tu começas a te agigantar e a entender a importância de reservar as sementes que distribuirás em teu solo, como um bom semeador. Nem mais aqui, nem menos acolá. Nem tanto para as pedras, nem pouco para os charcos. Há as sementes certas para as terras certas. Tu descobrirás o exato valor no tempo determinado. E enquanto isso, não te detenhas em sonhos intangíveis, não te deixes à mercê de teus pensamentos. Trabalha o...